Início Brasil Promotor Revela: Jurados Votaram por Dolo de Monique Medeiros no Caso Henry Borel, Mas Juíza Interferiu
Brasil

Promotor Revela: Jurados Votaram por Dolo de Monique Medeiros no Caso Henry Borel, Mas Juíza Interferiu

Compartilhe
Compartilhe

Promotor Acusa Juíza de Interferir em Votação Crucial no Julgamento de Monique Medeiros, Mãe de Henry Borel

O promotor de Justiça Fábio Vieira, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), trouxe à tona alegações sobre o julgamento de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, vítima de tortura e assassinato. Segundo Vieira, os jurados haviam votado a favor da configuração de dolo na conduta de Monique, o que implicaria em condenação por homicídio doloso.

Contudo, o promotor afirma que a juíza Elizabeth Machado Louro teria interferido no processo após uma manifestação da defesa de Monique. Essa intervenção, segundo o Ministério Público, alterou o curso da votação e levou à desclassificação do crime, gerando indignação e a solicitação de um novo julgamento.

As declarações foram feitas em entrevista à CNN Brasil, onde Fábio Vieira detalhou os bastidores da sala secreta do júri. Ele argumenta que a conduta da magistrada causou nulidade absoluta no julgamento e que o MPRJ já recorreu da decisão. A defesa de Monique Medeiros, por outro lado, afirma respeitar a decisão do Conselho de Sentença.

Bastidores da Sala Secreta: A Votação e a Alegada Intervenção

De acordo com o relato do promotor Fábio Vieira, a primeira pergunta aos jurados foi se houve omissão por parte de Monique Medeiros. A resposta foi “sim”, por 4 votos a 3. Em seguida, questionados se absolviam Monique pela omissão, os jurados responderam “não”, também por 4 a 3. Estes quesitos, segundo Vieira, foram previamente aceitos por todas as partes antes da entrada na sala secreta.

O ponto crucial, segundo o promotor, foi a última pergunta: “a omissão foi dolosa?”. Uma resposta afirmativa a este quesito condenaria Monique por homicídio doloso. Os jurados responderam “sim” por 4 votos a 3, o que, na visão do Ministério Público, significava a condenação da mãe de Henry Borel.

Neste momento, um dos advogados de Monique teria comemorado, o que chamou a atenção de todos. Ao ser informado que a cliente havia sido condenada, o advogado alegou que o quesito não estava claro. O promotor rebateu, afirmando a clareza da pergunta, mas a juíza, segundo Fábio Vieira, decidiu requalificar o quesito.

A juíza, então, teria proposto questionar “se Monique agiu com culpa nessa omissão”, o que, para o promotor, inverteria totalmente a ordem dos quesitos e tratava de matéria já preclusa, ou seja, já decidida pelos jurados. Vieira alega que o comportamento da juíza influenciou os jurados e mudou o alcance da decisão.

Promotor Afirma: “Monique Deixou Filho Ser Torturado”

Fábio Vieira também declarou à CNN Brasil que Monique Medeiros **deixou seu filho ser torturado**. Ele expressou surpresa com a comemoração de algumas pessoas e da defesa de Monique, mesmo após ela ter sido condenada por omissão em relação à tortura sofrida por Henry.

“Monique deixou filho ser torturado”, afirmou o promotor. Ele ressaltou que, se a decisão atual for mantida, a sociedade terá olhado para Monique e dito que ela é responsável pela tortura que seu filho sofreu, e que a sociedade a condenou por isso.

O promotor criticou o perdão judicial concedido a Monique, classificando-o como um “duplo equívoco jurídico”. Ele argumenta que os jurados já haviam reconhecido a omissão de Monique e que conceder perdão judicial a alguém que submeteu o filho a essa situação é contraditório, especialmente quando houve negligência aos cuidados devidos.

Decisões no Caso Henry Borel: Condenação de Jairinho e Perdão a Monique

No caso da morte de Henry Borel, **Jairinho (Jairo Souza Santos Júnior) foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão**. Já Monique Medeiros recebeu perdão judicial. O Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade de Monique por tortura por omissão e desclassificou a acusação de homicídio doloso para homicídio culposo.

Após essa decisão, Monique Medeiros foi liberada da Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, no Rio de Janeiro. O pai de Henry, Leniel Borel, classificou a sentença envolvendo Monique como uma “grande aberração jurídica” e afirmou que vão recorrer da decisão.

Repercussão e Defesa de Monique Medeiros

Leniel Borel questionou o perdão judicial concedido a Monique, especialmente por ter sido desclassificado para homicídio culposo, levantando dúvidas sobre a aplicação do instituto para crime doloso contra a vida. Ele relatou ter observado decisões que beneficiaram Monique injustificadamente ao longo do processo.

A defesa de Monique Medeiros, em nota oficial, declarou que recebeu a decisão com respeito, ressaltando a importância do Tribunal do Júri como garantia constitucional. Os advogados sustentaram que Monique não praticou agressão contra o filho e que seu “maior erro foi não conseguir perceber, a tempo, a violência que ela e seu filho sofriam”.

A defesa também destacou a necessidade de a sociedade refletir sobre a compreensão dos fenômenos de violência doméstica e psicológica, e a dificuldade que vítimas em ciclos complexos de manipulação emocional podem ter em identificar sinais de violência. Por fim, reiteraram respeito à memória de Henry Borel e às instituições democráticas.

Compartilhe

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Enem 2026: Inscrições Prorrogadas até 12 de Junho, Veja Novo Cronograma e Como Participar

Enem 2026: Prazo de Inscrição Estendido até 12 de Junho, Novas Datas...

ENEM 2026: Inscrições prorrogadas por mais uma semana! Veja nova data e prazo para pagamento da taxa

ENEM 2026: Inscrições são prorrogadas por mais uma semana, confira as novas...

Jairinho condenado a pagar R$ 400 mil por danos morais ao pai de Henry Borel, Leniel Borel

Jairinho terá que pagar R$ 400 mil a Leniel Borel por danos...