Keiko Fujimori na frente em eleição presidencial peruana com 50,7% em boca de urna, aponta Ipsos
A disputa pela presidência do Peru entra em sua reta final com Keiko Fujimori liderando uma pesquisa de boca de urna divulgada pelo instituto Ipsos. Ela aparece com 50,7% dos votos, enquanto Roberto Sánchez registra 49,3%.
Os eleitores peruanos foram às urnas neste domingo para decidir quem comandará o país, em um segundo turno que se mostra extremamente disputado. A expectativa agora se volta para os primeiros resultados oficiais, que serão divulgados pela Autoridade Eleitoral Nacional (ONPE) nas próximas horas.
A apuração completa dos votos, no entanto, deve levar alguns dias para ser concluída. Este resultado parcial, baseado em pesquisas de saída, já indica a **intensidade da disputa** e a divisão do eleitorado peruano, em um contexto marcado por forte instabilidade política.
Histórico de disputas e a sombra do legado familiar
Keiko Fujimori não é novata na corrida presidencial peruana. Ela já concorreu em outras quatro ocasiões, sendo a mais recente em 2021. Naquela eleição, Fujimori foi derrotada por Pedro Castillo por uma margem mínima, a diferença foi de pouco mais de 45 mil votos, o que representou apenas 0,2% do total.
A votação deste domingo é o desfecho de um processo que começou em abril, com o primeiro turno. Na campanha, Keiko Fujimori buscou **ancorar seu discurso no legado de seu pai**, Alberto Fujimori. Ele governou o Peru entre 1990 e 2000, mas sua trajetória política terminou com a prisão por violações de direitos humanos.
Instabilidade política marca o pleito peruano
A eleição presidencial ocorre em um momento de **profunda instabilidade política no Peru**. Nos últimos cinco anos, o Congresso peruano demonstrou grande poder ao destituir três presidentes diferentes. Essa dinâmica contribui para um clima de incerteza e desconfiança na política nacional.
O próprio primeiro turno deste ano foi envolto em controvérsias, marcado por acusações de fraude e ameaças de protestos por parte dos dois lados da disputa. Esse cenário de polarização e desconfiança **dificulta a governabilidade** e a pacificação do país, independentemente de quem vença a eleição.
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