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Irã fecha Estreito de Ormuz após ataques dos EUA: Tensão aumenta no Golfo Pérsico em meio a retaliações americanas

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Tensões escalam no Golfo Pérsico com Irã fechando Estreito de Ormuz após ataques dos EUA

O alto comando militar conjunto do Irã anunciou nesta quarta-feira (10) o fechamento do Estreito de Ormuz, impedindo o trânsito de navios, incluindo petroleiros e embarcações comerciais. A medida, que visa retaliar as recentes ações americanas, eleva o alerta em uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.

A decisão iraniana surge em resposta a uma nova onda de ataques lançados pelos Estados Unidos contra alvos no Irã, que se estende pelo segundo dia consecutivo. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) classificou a ofensiva como uma resposta à “agressão injustificada e contínua do Irã”.

Momentos após o anúncio do fechamento do estreito, o Exército dos EUA declarou que navios comerciais continuam transitando pela via navegável, gerando incerteza sobre a efetividade do bloqueio e o real impacto na navegação internacional. Acompanhe os desdobramentos desta crise em desenvolvimento. Conforme informação divulgada pela Reuters e CNN.

Ameaça direta sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz

O Irã declarou que qualquer embarcação que tentar passar pelo Estreito de Ormuz, uma passagem estratégica vital para o transporte global de petróleo, será alvejada. Essa declaração representa uma escalada significativa na já tensa relação entre o Irã e os Estados Unidos.

Explosões foram ouvidas nos arredores de Minab e Sirik, áreas próximas ao Estreito de Ormuz, logo após o anúncio do fechamento. Além disso, sistemas de defesa aérea foram ativados em Asaluyeh, um importante centro energético que abriga refinarias e complexos petroquímicos, embora nenhum ataque inimigo tenha sido confirmado na região até o momento.

EUA intensificam ataques e negam acordo com Teerã

Os ataques americanos, segundo o CENTCOM, começaram às 17h15 (horário do leste dos EUA) e foram ordenados pelo Comandante-em-Chefe como uma resposta direta à “agressão injustificada e contínua do Irã”.

O presidente Donald Trump havia afirmado anteriormente que as forças americanas lançariam uma nova onda de ataques, pois não havia um acordo definido com o Irã. Em entrevista à Fox News, Trump alegou ter conversado diretamente com autoridades iranianas, que teriam solicitado a interrupção dos ataques.

Irã nega alegações de Trump e promete resposta militar

A mídia estatal iraniana rapidamente negou as afirmações de Trump, citando um alto funcionário que classificou a alegação como uma “manobra para evitar guerra” contra Teerã. A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim reforçou que qualquer “agressão” americana será respondida com uma resposta militar decisiva, e não com “chantagem diplomática”.

Asaluyeh, localizada na província de Bushehr, é um ponto crucial na infraestrutura energética do Irã, e qualquer instabilidade na região pode ter repercussões globais nos preços do petróleo e na segurança marítima. A situação permanece volátil, com ambos os lados trocando acusações e demonstrando disposição para o confronto.

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Notícias Brasília

Reportagem e apuração pela Redação do Notícias Brasília. Jornalismo independente cobrindo os bastidores dos Três Poderes, a política nacional, economia e o cotidiano do Distrito Federal.

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