XXV Encontro Latino-Americano de Administração discute o futuro da gestão em Brasília
O futuro da administração, tanto no setor público quanto no privado, será o foco principal do XXV Encontro Latino-Americano de Administração, que ocorrerá em Brasília de 9 a 11 de setembro. O evento reunirá representantes de 12 países latino-americanos para debater as transformações tecnológicas, a qualidade do ensino e os desafios da profissão.
A discussão abordará a importância da administração em um cenário global em constante mudança, impulsionado pela inteligência artificial e novas modalidades de ensino. O objetivo é buscar um alinhamento de discursos e práticas entre as nações participantes, visando fortalecer a área da gestão.
O presidente do Conselho Regional de Administração do Distrito Federal (CRA-DF), Hélio Queiroz, destacou a relevância do encontro e as pautas que serão levadas ao Congresso Nacional. Conforme informações divulgadas pelo Correio Braziliense, a busca pela regulamentação da Carreira Típica de Estado da Profissão de Administrador é um dos pontos centrais da mobilização da categoria.
Os Grandes Eixos do Encontro Latino-Americano
Considerado o maior evento da América Latina sobre o tema, o encontro contará com a participação de 12 países, evidenciando o reconhecimento do desenvolvimento da administração brasileira. As discussões abrangerão a importância da profissão, as rápidas mudanças tecnológicas, especialmente a inteligência artificial, e as necessidades de adaptação dos administradores.
Serão debatidos também os modelos de ensino, tanto a distância quanto presenciais, e como eles preparam os profissionais para os desafios atuais. A busca por um protocolo comum, a ser chamado de Carta de Brasília, visa unificar matérias e discussões, permitindo que conselhos e associações de diferentes países falem a mesma linguagem administrativa.
Desafios Atuais e o Impacto da Tecnologia na Administração
Um dos principais desafios apontados por Hélio Queiroz é a evolução tecnológica e a necessidade de os profissionais de administração estarem preparados para lidar com a inteligência artificial. Ele ressalta que muitos administradores recém-formados, especialmente aqueles que cursaram ensino a distância, podem não estar adequadamente preparados para as demandas do mercado.
A qualidade da formação profissional é uma preocupação central, pois a lei permite a atuação de administradores formados a distância, mas a preparação efetiva para gerir empresas e o próprio país nem sempre acompanha. Queiroz enfatiza que a falta de uma regulamentação mais rigorosa no ensino a distância, especialmente em áreas como a administração, pode prejudicar a sociedade como um todo.
Administração Pública: A Luta pela Carreira Típica de Estado
No que diz respeito à administração pública no Brasil, Queiroz afirma que a área ainda precisa avançar significativamente. O CRA-DF está trabalhando junto ao Congresso Nacional para que a profissão de administrador seja reconhecida como uma Carreira Típica de Estado, semelhante às carreiras de engenheiros e advogados.
A proposta visa garantir que apenas administradores formados e devidamente preparados atuem em cargos estratégicos da gestão pública, assegurando a competência necessária para gerir cidades e instituições. A falta de preparo em cargos públicos importantes, segundo Queiroz, resulta em resultados negativos para a sociedade.
Burocracia Estatal e a Dificuldade para Administradores e Empresários
A burocracia estatal, especialmente no Distrito Federal, tem sido um entrave para o desenvolvimento das atividades empresariais e administrativas. Queiroz descreve a burocracia como um processo que, quando se excede a formalidade devida, se torna descaso.
Ele aponta que a burocracia excessiva dificulta a vida de empresários e administradores, gerando um receio em interagir com o Estado. A expectativa é que o Estado ofereça soluções, mas, na prática, muitos sentem que ele mais atrapalha do que auxilia, impactando negativamente a eficiência da gestão em diversos setores.
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