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Estilo Brasília 2024: O que Permanece? Moda, Design e Memória se Encontram na Capital

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Estilo Brasília 2024 celebra o que perdura em um mundo em constante mudança, unindo criatividade, memória e futuro.

O Estilo Brasília encerrou sua terceira edição com uma pergunta que ecoou por dois dias: afinal, o que permanece? O evento, realizado no Brasília Shopping, transformou seus espaços em um vibrante ponto de encontro para profissionais e entusiastas da moda, design, arquitetura, comportamento e negócios criativos.

Entre 24 e 25 de setembro, uma programação rica em talks, oficinas e desfiles mergulhou em temas como memória, identidade, sustentabilidade e tecnologia, explorando os caminhos que moldam o futuro. A ideia central foi discutir o que realmente ganha significado com o passar do tempo, utilizando o repertório pessoal como um fio condutor.

Essa reflexão se manifestou em diversas áreas, desde a maneira de vestir e criar, até a forma de ocupar um espaço e construir uma marca. Conforme divulgado pela organização do evento, o Estilo Brasília buscou promover um diálogo profundo sobre os valores e as criações que resistem à efemeridade das tendências e à velocidade da informação.

Memória como Alicerce da Criatividade e Identidade

Um dos momentos de maior destaque foi o talk Mind in Progress, conduzido pela jornalista Duda Maia e pela designer de joias Nathy Abi-Ackel. A conversa, que contou com a participação de Luiza Daher, cofundadora da Studio DRÈA, da jornalista Bia Borja e da arquiteta Juliana Santana, abordou a relevância da memória em um cenário saturado de informações e cada vez mais influenciado pela inteligência artificial.

Juliana Santana ressaltou a importância de olhar para a própria trajetória como forma de construir espaços com personalidade. Ampliando a perspectiva para a capital, ela destacou o valor histórico de Brasília, uma cidade tombada e modernista, com 65 anos de história. “Eu acho que cada vez a gente cria mais esse orgulho no brasiliense, porque a gente faz parte de uma história mundial do modernismo”, declarou.

Luiza Daher complementou, enfatizando que o repertório pessoal deve fazer sentido dentro do processo criativo. Ela compartilhou como a dança e a arte, suas origens, se manifestam na Studio DRÈA, não apenas nos produtos, mas na narrativa da marca. “Minha marca é inspirada na dança e na arte porque meu sócio era bailarino profissional, e isso precisa conversar com o restante do que faço na marca”, explicou.

Nathy Abi-Ackel trouxe uma provocação sobre a necessidade de se reconectar com o cotidiano e as experiências concretas, vendo nelas a fonte da originalidade. “Nós precisamos nos apaixonar novamente pela vida. Nós precisamos nos apaixonar pela nossa história”, defendeu.

Duda Maia resumiu a reflexão proposta pelo evento: “Um exercício que a gente deixa aqui hoje para vocês é esse, refletir sobre o que vocês querem que permaneça”, concluiu.

Moda e a Busca por um Futuro Sustentável

A sustentabilidade marcou presença no talk “O futuro do estilo sustentável: tendências, tecnologia e consumo”, com Carol Rosignoli e Alê Farah. Eles discutiram as transformações na produção e consumo de moda, conectando o debate ambiental à tecnologia, saúde e comportamento.

“Ser sustentável não é cuidar do planeta, é cuidar da própria saúde. Uma pessoa saudável é algo mais sustentável que a gente pode ter”, afirmou Alê Farah, destacando a importância do bem-estar individual na cadeia sustentável.

Maria Prata, jornalista e consultora de conteúdo, encerrou a programação refletindo sobre as mudanças no setor da moda. Ela abordou o impacto da democratização do acesso a referências, mas alertou para a homogeneização estética promovida pelos algoritmos. “O lado bom é a democratização; todo mundo pode saber, todo mundo tem acesso. Isso é muito rico”, ponderou.

“Por outro lado, como todo mundo olha para o mesmo lugar, os algoritmos são treinados a pulverizar tudo mais ainda. Se não fosse isso, você teria um estilo pessoal mais diferente”, analisou Prata, que também destacou o papel da inteligência artificial na otimização da produção e redução de desperdícios na moda.

Criatividade em Prática: Desfiles e Oficinas

Os desfiles deram vida às discussões, apresentando a moda como expressão visual. A Lofty Style e a Dane-se, em parceria com estilistas locais, exibiram a cena autoral de Brasília. Le Lis e Adidas encerraram a agenda fashion.

Paralelamente, o público pôde acompanhar um desfile digital com coleções Primavera/Verão 2026, selecionadas pela curadoria do Brasília Shopping, exibido nos telões do centro comercial.

As oficinas, como “Crie sua TOTE Bag” e “Moda em Aquarela” em parceria com o SENAI, e “Meu Quintal Afetivo” com a ilustradora Arielle Martins, proporcionaram ao público a oportunidade de vivenciar os processos criativos de forma prática e interativa.

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