Uma policial militar do Rio de Janeiro foi presa em flagrante no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG), na última sexta-feira, 5 de janeiro, sob acusação de furto. A soldado Nataly Campelo Gonçales Moura, de 39 anos, foi detida por agentes da Polícia Federal ao furtar um fone de ouvido em uma das lojas do terminal aeroportuário e tentar prosseguir para o embarque.
A versão apresentada pela policial às autoridades foi de que o objeto teria caído acidentalmente em sua bolsa. Após a prisão, ela foi encaminhada a uma delegacia de plantão da Polícia Civil em Vespasiano (MG). Ali, foi autuada por furto e levada para a custódia no 41º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais.
A corporação à qual a soldado pertence, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), informou que adotará todas as medidas administrativas cabíveis para apurar os fatos. A notícia da prisão da policial militar gerou repercussão, com a Justiça concedendo liberdade provisória à ela no mesmo dia da detenção, conforme divulgado pelo g1.
Audiência de custódia e liberdade provisória
A policial militar passou por audiência de custódia ainda na sexta-feira, horas após sua prisão. A Justiça entendeu que a prisão preventiva não seria necessária e, por isso, concedeu liberdade provisória à soldado Nataly Campelo Gonçales Moura. A decisão foi tomada sem a necessidade de pagamento de fiança, mas com a imposição de medidas cautelares.
Medidas cautelares impostas pela Justiça
Entre as determinações judiciais para a policial militar, está a proibição de se ausentar da Comarca de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, onde reside, sem autorização prévia da Justiça. Ela também foi obrigada a comparecer a todos os atos processuais e a manter seu endereço pessoal sempre atualizado, comunicando imediatamente qualquer alteração.
Proibição de aproximação e acompanhamento do caso
Adicionalmente, a Justiça proibiu a policial de frequentar ou se aproximar da loja no aeroporto onde o furto teria ocorrido, a menos que receba autorização judicial específica. A Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro confirmou que está acompanhando o caso e que tomará as providências administrativas necessárias para a investigação.
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