Janja rebate Silas Malafaia: “Insignificante é ele” após pastor criticar encontro com evangélicas
A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, reagiu prontamente às críticas do pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. A declaração de Janja veio em resposta a falas do pastor, proferidas em agosto do ano passado, onde ele minimizava a relevância dos encontros da primeira-dama com mulheres evangélicas.
Em um tom firme, Janja declarou: “Não chamo ele (Malafaia) de pastor. Ele teve a cara de pau de ir à rede social e falou que eu estava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele. Porque toda mulher para mim é importante. Não importa se fiz uma reunião com duas, três, duzentas ou mil. O importante é que conversei. Ouvi elas”.
A fala da primeira-dama ocorreu durante o quarto “encontro nacional de evangélicos” promovido pelo PT, evento que reuniu dirigentes e parlamentares ligados ao segmento religioso. Essa iniciativa reforça a estratégia de Janja de buscar maior aproximação com o público evangélico, um grupo demográfico com crescente representatividade no Brasil.
O contexto das críticas de Malafaia e a aproximação de Janja com evangélicos
As declarações de Silas Malafaia, que minimizavam a importância dos encontros de Janja, foram feitas em entrevista à coluna Igor Gadelha, do Metrópoles, no ano passado. Na ocasião, o pastor argumentou que as agendas da primeira-dama não incluíam “nenhuma mulher de expressão no mundo evangélico”.
Nos últimos meses, Janja tem intensificado seus esforços para dialogar com a comunidade evangélica. Suas ações incluem a participação em cultos religiosos e em um podcast voltado para esse público. Em setembro, a primeira-dama compartilhou sua experiência, descrevendo um momento de “revelação” ao participar desses encontros, onde se disse sentir “confortável nesses ambientes e muito bem acolhida”.
Crescimento do eleitorado evangélico e o cenário político
O segmento evangélico tem demonstrado um crescimento expressivo no Brasil. Segundo dados do Censo, em 2002, eram 26 milhões de evangélicos, representando 15,1% da população. Em 2010, esse número saltou para 21,6%, e em 2022, atingiu 26,9%, o que equivale a aproximadamente 57 milhões de brasileiros.
A relevância desse grupo no cenário político é inegável. Uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada em maio, indicou que o governo Lula enfrenta uma desaprovação de 65% entre os evangélicos, com 30% aprovando a gestão. A busca por diálogo com esse segmento, portanto, torna-se uma estratégia importante para o governo.
A importância do diálogo e o papel da primeira-dama
A resposta de Janja sublinha a importância do **diálogo com todas as esferas da sociedade**, incluindo as mulheres evangélicas. Ao defender a relevância de cada conversa, independentemente do número de participantes, a primeira-dama demonstra um compromisso com a inclusão e o respeito. A declaração de Malafaia, por outro lado, evidencia um viés que Janja busca combater, valorizando a representatividade e a escuta ativa.
A polêmica gerada pelas falas de Malafaia e a pronta resposta de Janja destacam a **dinâmica política e social envolvendo o segmento evangélico no Brasil**. A primeira-dama, ao se posicionar firmemente, reforça seu papel como articuladora e representante do governo em diversas frentes, buscando construir pontes e ampliar o alcance da gestão.
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