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Caso Henry Borel: Advogada de Monique Medeiros Deixa Defesa Após Perdão Judicial e Disputa sobre Recursos

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Advogada Florence Rosa se Desliga da Defesa de Monique Medeiros no Caso Henry Borel

A advogada Florence Rosa anunciou, nesta quinta-feira, que não integra mais a defesa de Monique Medeiros, condenada por omissão em relação à tortura sofrida por Henry Borel. A decisão ocorre em um momento crucial, com o caso entrando em uma nova etapa de disputas judiciais sobre os recursos apresentados após o julgamento.

Florence Rosa, que atuou durante os 11 dias de julgamento no Tribunal do Júri, explicou que sua contratação se limitava àquela fase. A chegada de um novo advogado para a etapa recursal motivou o encerramento de sua participação, em comum acordo com a defesa.

A divergência sobre a estratégia jurídica a ser adotada daqui para frente foi o principal motivo para a saída da advogada. Conforme informações divulgadas, a incompatibilidade de estratégias defensivas levou à decisão, visando manter a coerência e a plenitude da defesa no caso Henry Borel.

Divergências Estratégicas Levam ao Fim da Atuação de Florence Rosa

Em nota publicada nas redes sociais, Florence Rosa afirmou que a decisão foi tomada em comum acordo. “Com a chegada de um novo colega à defesa, e, diante de uma legítima incompatibilidade de estratégias defensivas, decidimos, em comum acordo, encerrarmos a nossa atuação no caso”, escreveu a advogada. Ela ressaltou a importância da coerência na condução técnica do processo.

A advogada destacou que a divergência quanto à condução técnica é natural no exercício da advocacia e que a coerência estratégica é um pressuposto da plenitude de defesa. Sua saída ocorre em um momento de intensas movimentações judiciais no caso Henry Borel.

Perdão Judicial e Recursos Agitam o Caso Henry Borel

O caso Henry Borel ganhou novos contornos após o julgamento que condenou o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão. Monique Medeiros, por sua vez, recebeu perdão judicial pela morte culposa de Henry. No entanto, os jurados reconheceram sua omissão na tortura sofrida pelo filho.

A pena de um ano e quatro meses de detenção aplicada a Monique pela omissão foi extinta com o perdão judicial. Contudo, a sentença está longe de ser o fim da disputa judicial. O Ministério Público recorreu da decisão, pedindo a anulação da parte do julgamento referente a Monique, alegando contradição na formulação de quesitos que teria levado à desclassificação do homicídio doloso para culposo.

Assistência de Acusação e Defesa de Jairinho Também Recorrem

O assistente de acusação, Cristiano Medina, que atua em nome de Leniel Borel, pai de Henry, também apresentou recurso contra o perdão judicial concedido a Monique. Ele defende a revisão do resultado obtido pela mãe de Henry.

Do outro lado, a defesa de Jairinho recorreu da sentença, alegando parcialidade da juíza Elizabeth Louro durante o julgamento e pedindo a anulação da condenação. Assim, Ministério Público, assistente de acusação e defesa de Jairinho convergem para o objetivo de derrubar a sentença, embora por fundamentos distintos no caso Henry Borel.

Próximos Passos no Caso Henry Borel

Os recursos apresentados serão analisados pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. Caso os desembargadores identifiquem irregularidades que comprometam o resultado, um novo julgamento poderá ser determinado para os réus do caso Henry Borel. A saída da advogada Florence Rosa adiciona mais um capítulo à complexa narrativa jurídica que envolve a morte do menino Henry.

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