Arthur Henrique lidera apuração em Roraima, mas eleição segue sub judice após decisão do STF
A disputa suplementar para o governo de Roraima, realizada neste domingo (21 de junho de 2026), apontou Arthur Henrique (PL) como o candidato mais votado, com 160.004 votos, o que representa 60,87% do total. No entanto, a vitória na apuração não garante, neste momento, a sua posse no cargo, pois a candidatura de Arthur Henrique foi contestada judicialmente.
O cenário eleitoral em Roraima se encontra em um impasse. Arthur Henrique, mesmo tendo recebido a maior parte dos votos, teve sua candidatura barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em uma decisão que derrubou a regra de afastamento de cargos públicos em até 24 horas. O caso agora aguarda análise da Justiça Eleitoral, que definirá os próximos passos.
A situação é complexa, pois a validação ou anulação dos votos de Arthur Henrique impactará diretamente o resultado final da eleição suplementar. Conforme informações divulgadas pelo TSE, nenhum candidato aparece como eleito no sistema, pois a votação nominal do candidato mais votado está anulada ou sub judice, ultrapassando 50% do total de votos. A proclamação do eleito depende agora da decisão judicial.
Entenda o impasse da candidatura de Arthur Henrique
A eleição suplementar contou com três chapas. Arthur Henrique (PL), com Subtenente Velton (PL) como vice, disputou contra Soldado Sampaio (Republicanos), o governador interino, com Tayla Peres (Republicanos) como vice, e Nelita Frank (PT), com Bartô Macuxi (Psol) como vice. A candidatura de Nelita Frank também enfrentou questões, pois ela substituiu Antônia Pedrosa, cujo registro foi barrado por prazo de desincompatibilização.
A principal controvérsia reside na candidatura de Arthur Henrique. O PL recorreu ao STF para manter a elegibilidade de seu candidato, após a decisão do ministro Edson Fachin negar o pedido. Apesar da negativa, Arthur Henrique permaneceu na urna enquanto a batalha judicial prosseguia. A decisão do STF seguiu o entendimento do ministro Flávio Dino, que considerou que candidatos ocupantes de cargos públicos deveriam ter respeitado prazos de desincompatibilização mais longos, podendo chegar a seis meses antes da votação.
Justiça Eleitoral decidirá o futuro político em Roraima
A argumentação para a contestação da candidatura de Arthur Henrique baseia-se na interpretação de que os prazos de desincompatibilização previstos na legislação eleitoral, que podem ser de até seis meses, deveriam ter sido cumpridos. No entanto, a defesa aponta que a eleição suplementar foi marcada apenas em maio para ocorrer em junho, impossibilitando a previsão de tal pleito com antecedência para o cumprimento de prazos mais longos.
Todos os candidatos interessados em disputar seguiram a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima, que estabeleceu o prazo de desincompatibilização em 24 horas, com base em jurisprudência da Justiça Eleitoral. Essa divergência de interpretações é o cerne do impasse que **Arthur Henrique** enfrenta, mesmo com a expressiva votação obtida. A Justiça Eleitoral terá a palavra final sobre a validação de seus votos e, consequentemente, sobre quem governará Roraima.
Outros candidatos e a votação em Roraima
Em segundo lugar na apuração, ficou Soldado Sampaio (Republicanos), com 93.897 votos, correspondendo a 35,72% do total. Nelita Frank (PT) obteve 8.948 votos, 3,40% do eleitorado. Ao todo, foram contabilizados 270.558 votos, com uma diferença de 66.107 votos entre Arthur Henrique e Soldado Sampaio.
A situação atual no site do TSE indica que “não há requisitos suficientes para atribuição de eleitos”, devido à anulação ou status sub judice dos votos do candidato com maior votação nominal. A soma desses votos ultrapassou 50% da votação nominal, o que agrava a complexidade da decisão. A proclamação do eleito **depende da validação desses votos pela Justiça Eleitoral**.
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