Cearense relata pânico e luta por vida após escapar de tentativa de estupro em São Paulo
A nutricionista Jéssica dos Santos, natural do Ceará, viveu momentos de puro terror em seu próprio apartamento em São Paulo. Ela foi acordada por um homem já em cima de sua cama, iniciando uma violenta tentativa de estupro.
Em entrevista ao Diário do Nordeste, Jéssica detalhou a brutalidade do ataque e expressou seu profundo desejo de que a Justiça mantenha o suspeito, Wellington de Oliveira Santos, preso. Ele foi detido em flagrante pela polícia.
A vítima descreveu a angústia e o desespero durante o ataque, que incluiu tentativas de asfixia e enforcamento. A esperança agora é que sua exposição ajude outras mulheres a denunciarem possíveis crimes cometidos pelo agressor. Conforme informação divulgada pelo Diário do Nordeste, o caso aconteceu na manhã do dia 23 de maio de 2026.
A luta pela sobrevivência e a fuga do agressor
Jéssica contou que dormia profundamente quando seu apartamento foi invadido. Wellington teria revelado que já a observava há algum tempo, aumentando o pavor da nutricionista. Ela acordou assustada, sem entender inicialmente a gravidade da situação.
Em meio ao medo, a nutricionista conseguiu reagir. “Eu estava muito cansada, ofegante, não consegui fechar o ‘mata-leão’ e fiquei pensando em uma estratégia para sair dali. Consegui imobilizar ele”, relatou Jéssica, destacando a força que encontrou para se defender.
A cearense escapou após cerca de 13 minutos de luta corporal. Ela aplicou um “mata-leão” no agressor e conseguiu pedir ajuda a outros moradores, que o contiveram até a chegada da Guarda Civil Municipal. O caso foi registrado como tentativa de estupro, lesão corporal e violação de domicílio na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Barueri.
O histórico do suspeito e o pedido de liberdade negado
Wellington de Oliveira Santos, o suspeito, já possui condenação por estupro em 2015 e estava em livramento condicional desde julho de 2021. Durante a audiência de custódia, ele implorou ao juiz para não permanecer preso, alegando estar embriagado e ter responsabilidades familiares.
O acusado chegou a pedir um “voto de confiança” ao magistrado, afirmando “Não sou esse monstro todo. Te imploro, doutor, que o senhor possa me ajudar, me dar uma confiança”. No entanto, o juiz determinou a prisão preventiva para a preservação da vítima.
Wellington também admitiu ter respondido por roubo e afirmou ser ajudante geral. Ele confessou ter saído para beber e entrado no prédio por causa da chuva, enquanto voltava para casa.
As consequências do ataque e o apoio psicológico
Jéssica sofreu ferimentos pelo corpo e precisou ser encaminhada a um pronto-socorro. Desde o ocorrido, ela busca acompanhamento psicológico e tem enfrentado dificuldades para dormir, necessitando de medicação. A nutricionista também deixou o apartamento invadido, buscando segurança.
Ela espera que sua exposição sirva de encorajamento para que outras mulheres denunciem casos semelhantes. A investigação agora busca apurar se houve facilitação para o acesso de Wellington à residência da vítima.
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