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Pentágono em Alerta Máximo: Israel Suspeito de Espionagem em Negociações Cruciais com o Irã

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Pentágono eleva alerta de contraespionagem para nível máximo, focando em Israel.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos intensificou sua avaliação de ameaças de contraespionagem, classificando a situação com Israel como de nível máximo. Relatórios recentes de inteligência americana apontam para a possibilidade de agências israelenses terem monitorado negociações delicadas entre os EUA e o Irã.

Embora a espionagem mútua entre os dois aliados seja conhecida e, até certo ponto, tolerada, o Pentágono acredita que os esforços de Israel ultrapassaram limites aceitáveis. A preocupação se concentra na coleta de informações sobre as posições americanas nas tratativas de um acordo de paz com o Irã, um tema de alta relevância geopolítica.

As suspeitas incluem o monitoramento de altos funcionários americanos, como Steve Witkoff, negociador-chefe do ex-presidente Donald Trump, e Elbridge A. Colby, uma figura chave na política de defesa do Pentágono. A Agência de Inteligência de Defesa (DIA) e outros escritórios militares reclassificaram a ameaça de contraespionagem israelense de ‘alta’ para ‘crítica’ nas últimas semanas, conforme noticiado pela NBC News. Essas informações foram confirmadas por múltiplos funcionários atuais e antigos do governo dos EUA, que optaram pelo anonimato.

Esforços de Espionagem Israelense Ultrapassam Limites Aceitáveis

Relatórios detalhados indicam que Israel intensificou seus esforços para grampear comunicações de autoridades americanas. Entre os alvos potenciais estariam Steve Witkoff, principal negociador de Donald Trump, Elbridge A. Colby, autoridade política de destaque no Pentágono, e Michael P. DiMino IV, um de seus adjuntos. A Agência de Contraespionagem e Segurança de Defesa também contribuiu para o alerta, descrevendo vários esforços israelenses para espionar militares e funcionários do governo.

A preocupação se estende a incidentes específicos, como a detecção da instalação clandestina de softwares para espionagem em telefones de militares americanos em Israel. O aumento da ameaça de contraespionagem de Israel é agora considerado superior ao de qualquer outro aliado dos EUA, e até mesmo de alguns adversários, com a Coreia do Sul sendo o único outro aliado classificado como de alto risco em certas circunstâncias.

Cooperação Militar Estreita e Desconfiança Crescente

O alerta surge em um momento de intensa colaboração militar entre EUA e Israel na luta contra o Irã, com oficiais israelenses trabalhando lado a lado com as forças americanas no Comando Central dos EUA. As Forças Armadas americanas compartilham uma vasta quantidade de informações táticas e operacionais com Israel, mas a busca israelense por entender a estratégia americana nas negociações com o Irã gerou apreensão.

Essa tensão pode complicar a integração do planejamento de guerra entre os dois países, especialmente se o Pentágono decidir impor restrições ao compartilhamento de informações. A situação já é delicada, com objetivos divergentes: Trump busca um acordo de paz, enquanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, visa degradar as capacidades do Irã e enfraquecer seu governo.

Incidentes Revelam Ações de Contraespionagem Israelense

O relatório da DIA detalha episódios que remontam a anos recentes. Em 2021, oficiais da inteligência militar israelense foram flagrados instalando dispositivos de escuta na sede da própria DIA. No ano seguinte, agentes do Shin Bet, a agência de inteligência interna de Israel, tentaram instalar um dispositivo de escuta em um veículo do Serviço Secreto americano. Esses incidentes, embora não diretamente ligados às negociações de paz, reforçam as preocupações sobre as atividades de espionagem israelense.

O uso de telefones pessoais por alguns funcionários do governo Trump, e a recusa em aceitar o apoio de embaixadas americanas no exterior, os tornaram alvos mais vulneráveis para serviços de espionagem, tanto de aliados quanto de adversários. A inteligência israelense, descrita como “descontrolada” em seus esforços de coleta de informações sobre altos funcionários americanos durante o segundo mandato de Trump, continua a ser um ponto de atenção.

Respostas Oficiais e Negativas às Acusações

Em resposta às notícias, o Departamento de Defesa dos EUA recusou-se a comentar. Um porta-voz da Casa Branca, sob condição de anonimato, classificou a reportagem como falsa. A Embaixada israelense em Washington também contestou as alegações, afirmando que o país não espiona autoridades ou entidades americanas e que Israel não representa uma ameaça à contraespionagem. No entanto, múltiplos funcionários americanos, falando anonimamente, corroboraram a existência do relatório e a crescente preocupação com os esforços de espionagem israelenses.

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