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Reviravolta em Joinville: Vereador Cleiton Profeta tem mandato cassado após sessão tensa na Câmara

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Câmara de Joinville cassa mandato de Cleiton Profeta em votação acirrada

A Câmara de Vereadores de Joinville tomou uma decisão drástica nesta segunda-feira (8), cassando o mandato do vereador Cleiton Profeta (PL). A votação, que definiu o futuro do parlamentar, ocorreu em meio a um clima de **intensa tensão**, com discussões acaloradas e manifestações da defesa.

O resultado final foi de 13 votos a favor da cassação, dois contrários e três abstenções. Esse placar atendeu ao quórum mínimo exigido de dois terços da composição da Casa para confirmar a perda do cargo.

A defesa de Cleiton Profeta já anunciou que pretende recorrer à justiça, buscando a anulação do processo e o retorno do vereador às suas funções. Enquanto isso, a vaga será preenchida pelo suplente Cassiano Ucker (PL), que obteve 3.017 votos nas últimas eleições.

Defesa de Profeta contesta acusações e alega perseguição política

Antes da votação, o próprio Cleiton Profeta utilizou a tribuna para apresentar sua defesa. Em um discurso enfático, o vereador reiterou sua contestação às acusações, afirmando que estaria sendo vítima de uma perseguição política orquestrada.

“Eu não nego o que eu fiz. Eu não sou como eles, o que eu faço, eu faço pela frente, eu não preciso armar um golpe em uma sala sem câmera onde toda base é contra, tudo combinado, para como diz o ditado popular ‘armar a casinha’ para mim. Eu não preciso disso”, declarou Profeta, dirigindo-se a um colega.

A sessão foi marcada por debates intensos e momentos de confusão, exigindo a intervenção da presidência para manter a ordem. O caso gerou grande repercussão por se tratar de um dos processos políticos mais comentados no Legislativo de Joinville nos últimos meses.

Relatório aponta quebra de decoro parlamentar e recomenda a perda do cargo

A decisão de cassar o mandato de Cleiton Profeta baseou-se em um parecer elaborado pelo vereador Érico Vinicius (Novo), relator da Comissão Processante. O documento, protocolado no final de maio, considerou a denúncia procedente e recomendou a aplicação da penalidade máxima.

Segundo o relatório, as condutas atribuídas a Profeta teriam comprometido a imagem da Câmara e a confiança da população no Poder Legislativo. A Comissão Processante foi composta pelos vereadores Adilson Girardi (MDB), presidente, Érico Vinicius (Novo), relator, e Brandel Junior (PL), membro.

Acusações contra Profeta incluem ofensas e tumultos em sessões

A investigação que levou à cassação teve início após uma denúncia formalizada pelos diretórios municipal e estadual do Partido Novo, aceita pelo plenário em março. Entre os fatos analisados, estavam alegações de ofensas a colegas vereadores, tumultos durante sessões, ataques pessoais e declarações consideradas ofensivas.

O relatório também mencionou relatos de agressão física envolvendo o vereador Henrique Deckmann e apontou que os episódios investigados não foram isolados, mas sim parte de um comportamento recorrente ao longo dos anos de 2025 e 2026.

Votação final consolida cassação de Cleiton Profeta

Ao longo de todo o processo, a defesa de Cleiton Profeta sustentou que a ação possuía motivação política e questionou a imparcialidade da condução dos trabalhos. Críticas também foram direcionadas a membros da comissão responsável pela análise do caso.

Contudo, esses argumentos foram rejeitados pela maioria dos vereadores durante a votação desta segunda-feira. Com a decisão do plenário, a Câmara de Joinville encerra oficialmente o processo de quebra de decoro parlamentar que tramitava há meses.

A votação que resultou na cassação de Cleiton Profeta foi a seguinte: Adilson Girardi (MDB) – sim, Alisson (Novo) – sim, Brandel Junior (PL) – absteve, Diego Machado (PSD) – absteve, Érico Vinicius (Novo) – sim, Henrique Deckmann (MDB) – sim, Instrutor Lucas (PL) – não, Kiko da Luz (PSD) – sim, Liliane da Frada – sim, Lucas Souza (Republicanos) – sim, Mateus Batista (União Brasil) – sim, Neto Petters (Novo) – sim, Pastor Ascendino Batista (PSD) – sim, Pelé José Henkel (MDB) – sim, Tânia Larson (União Brasil) – abstenção, Professora Vanessa da Rosa (PT) – sim, Professora Vanessa Falk (Novo) – sim, Wilian Tonezi (PL) – não.

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