Rodrigo Bacellar transferido para presídio federal em Brasília após determinação de Alexandre de Moraes
O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (PL), foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília na manhã deste sábado (4/7). A decisão partiu do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Bacellar, que estava preso em Bangu 8, no Complexo de Gericinó, no Rio de Janeiro, foi inicialmente levado à Superintendência da Polícia Federal na capital fluminense antes de seguir para a unidade federal. A transferência ocorre no contexto da Operação Unha e Carne.
Segundo a Polícia Federal, Rodrigo Bacellar é um dos investigados por suposto vazamento de informações sobre operações policiais para integrantes do Comando Vermelho (CV). Essa prática teria, segundo a investigação, favorecido a atuação da organização criminosa. A defesa do ex-presidente da Alerj nega veementemente qualquer envolvimento nos fatos apurados.
Operação Unha e Carne aprofunda investigação sobre ligações políticas e contravenção
A mais recente fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na última quinta-feira (2), cumpre 14 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São João de Meriti. A investigação busca aprofundar a apuração sobre a relação entre agentes políticos e a contravenção no estado do Rio de Janeiro.
Em fases anteriores da operação, foram apreendidas listas atribuídas a Adilson Coutinho, conhecido como Adilsinho, que continham registros de supostos pagamentos mensais a políticos e doações eleitorais para agentes públicos. Atualmente, a investigação apura um possível esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a cúpula do jogo do bicho.
Prisões e mandados na nova etapa da operação
Além de Rodrigo Bacellar, a operação expediu três mandados de prisão preventiva. Um deles foi contra o pastor Márcio Poncio, e outro contra o contraventor Adilson Coutinho (Adilsinho). Bacellar e Adilsinho já estavam presos quando a operação foi deflagrada. Márcio Poncio foi detido na Barra da Tijuca.
Um dos alvos de busca e apreensão foi o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral. O STF também determinou o sequestro de bens e valores dos investigados, até o limite de R$ 22 milhões.
Defesas contestam acusações e confiam na Justiça
Em nota oficial, a defesa de Rodrigo Bacellar afirmou que o ex-presidente da Alerj “não atuou, de qualquer forma, para inibir ou embaraçar qualquer investigação”. Os advogados sustentam que ele “não possui mínima vinculação com os fatos apurados” e expressam confiança de que a instrução processual comprovará sua inocência.
As demais defesas também contestaram as acusações. Os advogados de Adilson Coutinho declararam que o empresário nega ter efetuado pagamentos indevidos a políticos ou agentes públicos e confia no Poder Judiciário. A defesa de Marco Antônio Cabral informou que o ex-deputado rejeita de forma categórica qualquer participação nos crimes investigados e se coloca à disposição das autoridades.
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