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Secretário de Defesa dos EUA não descarta operação ‘capturar ou matar’ contra presidente de Cuba; Havana reage

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EUA cogitam ação militar em Cuba e presidente cubano é alvo de novas sanções

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, indicou que uma operação militar em Cuba para capturar o presidente Miguel Díaz-Canel não está descartada. Em declarações durante sua visita ao Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), Hegseth afirmou que ‘todas as opções estão sobre a mesa’, respondendo a questionamentos sobre a possibilidade de uma ação do tipo ‘capturar ou matar’ contra o líder cubano.

As declarações vêm em um momento de escalada de tensões entre os dois países. Washington tem intensificado a pressão sobre o regime cubano, impondo novas sanções e um bloqueio petrolífero que agrava a crise energética na ilha. O governo dos EUA exige reformas políticas e econômicas de Havana.

A possibilidade de uma operação militar em Cuba, que remete a ações anteriores em outros países da América Latina, gerou forte reação de Cuba. O representante permanente cubano nas Nações Unidas, Ernesto Soberón, classificou a fala do secretário como um ‘equívoco completo’, reafirmando a soberania da ilha.

Pressão sobre o regime cubano e ‘opções sobre a mesa’

Hegseth justificou a postura americana, afirmando que ‘há muita pressão sobre o regime cubano neste momento e com razão’. Ele sugeriu que líderes sob pressão podem tomar decisões equivocadas. Ao ser questionado sobre planos específicos, o secretário evitou detalhes, mas reiterou: ‘Tudo o que eu diria é: opções, opções, opções. Nosso trabalho é apresentar opções em diferentes escalas’.

A visita de Hegseth à base naval de Guantánamo, dias após o anúncio de novas sanções contra Díaz-Canel e outros altos funcionários cubanos, reforça a preocupação de Washington com o futuro da ilha. O secretário declarou que ‘o que acontece no futuro de Cuba está nas mãos do presidente dos Estados Unidos’, Donald Trump, e que o Departamento de Defesa ‘estará preparado e em posição para qualquer contingência’.

Cuba repudia interferência e reafirma soberania

A resposta de Cuba foi imediata e contundente. Ernesto Soberón utilizou a plataforma X para declarar: ‘O futuro de Cuba, um país soberano e independente, corresponde única e exclusivamente ao povo cubano e ao seu governo’. Ele criticou diretamente o secretário de Defesa, afirmando que ‘o secretário de Defesa, que crê que o futuro de Cuba está em outras mãos, está completamente equivocado’.

Desde janeiro, a Casa Branca tem aumentado as medidas de pressão contra Cuba, incluindo um bloqueio petrolífero que intensificou a crise energética no país. Essas ações são apresentadas como forma de exigir reformas políticas e econômicas por parte do governo cubano, mas são vistas por Havana como uma tentativa de desestabilização.

Contexto de sanções e crise energética

As novas sanções anunciadas contra o presidente Miguel Díaz-Canel e outros altos funcionários cubanos sinalizam uma nova fase na política de Washington em relação à ilha. O bloqueio petrolífero, em particular, tem um impacto direto na vida cotidiana dos cubanos, agravando a escassez de energia e afetando diversos setores da economia.

A posição dos Estados Unidos, expressa por Pete Hegseth, de manter ‘todas as opções sobre a mesa’, sugere uma política de confronto que pode levar a novas medidas drásticas. A repercussão internacional e a resposta firme de Cuba indicam que a situação na região continua tensa e imprevisível.

A CNN informou que solicitou comentários ao Governo de Cuba e aguarda resposta, o que demonstra o interesse em obter a perspectiva oficial da ilha sobre as recentes declarações americanas e a escalada de sanções.

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