Greve na CPTM é encerrada com acordo, mas ferroviários mantêm estado de alerta
A greve deflagrada pelos funcionários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) foi oficialmente encerrada na tarde desta quarta-feira (6). A decisão partiu do Sindicato dos Ferroviários após uma assembleia democrática, onde a maioria votou pelo retorno ao trabalho e o aceite da proposta apresentada pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho).
A paralisação, que teve início à meia-noite de terça-feira (4), impactou diretamente a circulação das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Apesar do fim da greve, os trabalhadores mantêm o estado de greve, indicando que continuarão acompanhando de perto o cumprimento dos acordos firmados e o andamento das negociações futuras.
Conforme divulgado pelo sindicato, a proposta aceita pelo governo estadual contempla avanços nas reivindicações da categoria, especialmente no que diz respeito às garantias durante o processo de concessão das linhas. O Sindicato dos Ferroviários reafirmou que a mobilização teve como foco a defesa dos empregos, a proteção dos direitos dos trabalhadores e a garantia de um transporte público de qualidade para a população paulistana. A entidade ressaltou que permanecerá vigilante e não descarta novas medidas caso os compromissos não sejam cumpridos.
Impacto e Operação Parcial Durante a Greve
Durante os dias de greve, a CPTM operou em esquema parcial. Na terça-feira (4), a Linha 13-Jade chegou a iniciar uma operação parcial entre as estações Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart. Contudo, as Linhas 11-Coral e 12-Safira operaram com circulação reduzida desde o início da paralisação. A CPTM informou que, no pico da manhã de terça, apenas 67% do efetivo operacional previsto estava em atividade, índice inferior aos 80% exigidos pelo TRT para horários de pico.
Posição do Governo e Garantias de Emprego
O Governo do Estado afirmou que a greve foi decretada pelo sindicato mesmo após o compromisso de não haver demissões durante o período de realocação de funcionários da CPTM, classificando a paralisação como uma decisão unilateral do sindicato baseada em desinformação. O governador Tarcísio de Freitas negou veementemente a possibilidade de demissões de ferroviários após a concessão das linhas 11, 12 e 13 à iniciativa privada.
Tarcísio de Freitas declarou que o governo está investindo na modernização do serviço de trens em São Paulo e reiterou o compromisso com a manutenção dos empregos. Em declarações, o governador mencionou a ocorrência de uma reunião no Palácio dos Bandeirantes, onde o compromisso com a manutenção do emprego foi reafirmado, mas ressaltou que isso não foi suficiente para evitar a greve, atribuindo a situação à influência de grupos políticos e ao desrespeito ao cidadão.
Negociações e Reivindicações da Categoria
A deliberação para o fim da greve ocorreu após o Governo do Estado apresentar uma proposta considerada satisfatória pelo sindicato. A principal preocupação dos ferroviários girava em torno das garantias de emprego e direitos trabalhistas frente ao processo de concessão das linhas à iniciativa privada. O sindicato enfatizou que a mobilização visava a proteção dos trabalhadores e a qualidade do serviço prestado à população.
Próximos Passos e Vigilância Sindical
Embora a greve tenha sido suspensa, o Sindicato dos Ferroviários manterá o estado de greve, o que significa que a entidade continuará monitorando ativamente o cumprimento dos compromissos assumidos pelo governo e pela CPTM. A organização sindical assegura que permanecerá na defesa da categoria e não descarta a adoção de novas medidas caso os acordos firmados não sejam efetivamente honrados, demonstrando um compromisso contínuo com os direitos dos ferroviários.
Deixe um comentário